Bocalom e Marfisa quebram hegemonia dos partidos de esquerda na Capital

O progressista Tião Bocalom, dono do slogan “Produzir para Empregar”, confirmou aquilo que os números das pesquisas de intenção de voto adiantaram e se concretizou prefeito eleito de Rio Branco com dos votos neste domingo (29). Com 89,39% das urnas apuradas, vitória de Bocalom com 62,05% quebra uma hegemonia de 16 anos de liderança de partidos com ideologia de esquerda. Até então, o último gestor eleito fora da bolha esquerdista na capital acreana havia sido Flaviano Melo (MDB).

Quase 40 mil votos afastaram a adversária Socorro Neri (PSB) da vitória, que marcou 37,95% e 57.174 votos com pouco menos de 90% das urnas apuradas. Mais de 256 mil rio-branquenses puderam voltar às urnas neste domingo para escolher o prefeito na condição de segundo turno nas eleições municipais de 2020. Paranaense natural de Bela Vista do Paraíso, Bocalom Sebastião Bocalom Rodrigues, de 67 anos, é professor formado em matemática e tentava pela sétima vez assumir a prefeitura da capital ou governo do estado politicamente.

Prefeito de Acrelândia por três vezes, este ano teve de enfrentar a falta de apoio do governador do estado, Gladson Cameli, que pertencia ao seu mesmo partido, na disputa pela capital do Acre. Tendo como vice a ex-deputada Marfisa Galvão, trabalhou sob o apoio do senador Sérgio Petecão (PSD). Antes de romper aliança política com Gladson Cameli, Bocalom chegou a assumir a Empresa de Assistência Técnica Extrativista Rural do Acre (Emater).

No segundo turno, ele contou com o apoio dos candidatos Roberto Duarte (MDB), Jamyl Asfury (PSC) e Minoru Kinpara (PSDB). O professor iniciou sua vida política nos anos 80, ainda no Paraná. No Acre, tendo a zona rural como um carro-chefe de seu projeto de governo, o prefeito eleito garante a valorização do homem do campo.

Entre seus projetos de governos, estão a implantação de uma “Bacia Leiteira”, com objetivo de abrir mais de 2 mil vagas de trabalho, melhoramento dos ramais e implantação do terceiro turno no atendimento fito nas unidades básicas de saúde, garantindo ampliá-lo até às 22h.

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